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Entendendo as reações e as emoções das crianças


11 de março de 2019

Por Kátia Moro

Seu filho já “deu um piti” na frente de todos os pais na saída da escola ou na festa de aniversário de um amiguinho? Você achou que estava passando vergonha? Não se preocupe, faz parte do processo de construção da personalidade; faz parte do temperamento da criança. Apesar de sabermos que algumas crianças exageram um pouco nas reações para conseguirem o que querem, consideramos importante o trabalho com alguns aspectos no dia a dia da escola.

Mesmo os pais mais ocupados, que têm deixado toda a tarefa educativa para a escola, devem tirar um tempo – vez ou outra – para abaixarem-se na altura da criança e lhes dar orientações, afinal, elas dependem da nossa maturidade para crescerem felizes. Convido você leitor, para acompanhar alguns destes aspectos, que fazem parte da manutenção das boas relações.

Arcar com as consequências

A ideia não é que a criança seja reprimida o tempo todo, porém ela precisa entender que para toda ação existe uma consequência. Então se ela bater no amigo, precisa pensar no que fez, falar sobre o assunto, ter a oportunidade de responder se gostaria que aquilo fosse com ela, enfim, precisa que um adulto diga para ela que bater em outra pessoa não é legal, que dói, que machuca. Sair pedindo desculpas sem saber porquê não tem sentido nenhum, então não fique obrigando seu filho a pedir desculpas depois de um mal ato apenas porque você (adulto) julgou. A criança deve entender o seu ato como inadequado e só assim ela realmente vai pedir desculpas se achar que precisa.

Não. É não!

Este tema já foi abordado na literatura infantil e há quem defenda a ideia de que a criança não pode ouvir NÃO, porém, quem trabalha e convive com esta faixa etária sabe que um NÃO bem dito (ou bendito) pode pôr fim numa pirraça. A criança que não aprende a lidar com a frustração pode crescer um adulto infeliz que pensa que pode tudo, na hora que quiser. Na escola, onde as ações são pedagogicamente bem pensadas, o NÃO vem sempre acompanhado de uma pergunta para que a criança reflita sobre o que fez, por exemplo: Você acha que puxar o cabelo da sua amiga é correto?

Amor-próprio ou autoestima.

“Ficar dizendo para uma criança que ela é linda, princesa da mamãe, herói do papai, não vai ajudá-la a construir autoestima. O que vai ajudá-la é ouvir elogios do tipo – Parabéns, você segurou na mão do seu irmãozinho para descer a rampa – ou Muito bem, você foi justo com seus amigos na partilha dos brinquedos.” A criança precisa ouvir elogios de qualidade a seu respeito, afinal ela não precisa de vaidade para crescer um adulto feliz, ela precisa de coragem.

Comunicação

Um hábito frequente nas salas de aula são as rodinhas de conversa; nelas as crianças podem expor suas impressões, fazem críticas aos comportamentos que julgam inadequados, contam novidades e fazem negociações. Se a escola faz isso, nós pais e mães também podemos fazer! Deixe espaço para seu filho contar sobre o que vive na escola, seja um confidente dele; (apenas tome cuidado para não ser tendencioso e aproveitar o momento para instigar sobre assuntos do seu interesse). O ideal é fazer perguntas abertas do tipo: Qual foi o melhor momento do seu dia hoje? E depois é só ouvir com atenção.

Além de todos estes aspectos, que valorizados podem contribuir com o crescimento da criança lembremo-nos que ela também precisa de brincadeiras ao ar livre, alimentação saudável, qualidade de sono, enriquecimento cultural e um ambiente harmonioso. É claro que temos momentos menos bons e que as crianças muitas vezes passam por situações, que nós, pais e mães, não queríamos que elas passassem mas tudo faz parte do processo e do crescimento. O que vale é saber aproveitar cada momento com as crianças pois elas nos inspiram e nos renovam as energias.

 

Kátia Moro é Pedagoga pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Educação pela Universidade do Minho (Portugal). É  Coordenadora Pedagógica – Educação Infantil no Colégio SEPAM –Ponta Grossa-PR.

 

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